Mon amour: Hiroshima, Mon amour – movie journal #25

This is a poem in a form of a movie. It is a beautiful and intense love story of two days that look like a whole life. This movie is about two souls with sweet voices having a conversation in Hiroshima. She’s French and he’s Japanese living a story of memories and forgetfulness as a melody to our hearts. The movie is about a couple having a long conversation.

The beginning of the movie has really shocking images of the effects of the Hiroshima bomb. But poetry can also be though and painful. Those images and scenes are so intense that I could barely stare at the screen for some seconds. Then the magic happens when she started telling him the story of her life and how tragic it was. It’s like she’s suffering while telling him everything and we can almost feel that pain. His tenderness while listening to her is touching.

The majority of the scenes are about her life in the past and some questions he asks about it always in a lovely attentive way. The mutual passion they feel for each other is so powerful that it can give us goose bumps every time he holds her in his arms. I highlight a scene when she’s intensely reviving the past and is talking frenetically while he is always filling her glass with beer, as if that glass being empty was forbidden. Maybe he wanted to get her drunk, but I felt that gesture as a way of kindness during all the pain she was feeling. If every sip was making her feel good, he couldn’t allow that glass being empty even for a second. Because she also loves him so much,  he’s the only person she can trust to unburden and tell what happened.

She still suffers because of her ex-lover who died a long time ago. When she told him her story she felt like her ex-love wasn’t really dead. Like she was betraying that ex because of the way she feels now. It is so damn intense that made her remember the man she once loved more than anyone else in her life.

Their love and passion are so strong and intense that both end up wishing she had died 14 years ago during her love story from the past, so they wouldn’t meet now and fall in love, to avoid more suffering.

This isn’t a movie to understand, this is a love story to feel.

[From 1959. Directed by Alain Resnais, staring Emmanuelle Riva and Eiji Okada.


Este é um poema em forma de filme. É uma linda e intensa história de amor de dois dias que parece uma vida inteira. Este filme é sobre um casal, duas almas com vozes doces que têm uma longa conversa, em Hiroshima. Ela é francesa e ele é Japonês e juntos vivem uma história de memórias e esquecimentos como se fosse uma melodia.

A parte inicial do filme tem imagens muito chocantes dos efeitos da bomba de Hiroshima. Mas a poesia também pode dolorosa. Algumas imagens e cenas são tão intensas que eu mal consegui olhar para o écrãn por alguns segundos. A magia acontece quando ela comeca a contar-lhe a história da sua vida trágica. É como se ela estivesse a sofrer novamente enquanto conta tudo e quase sentimos essa dor. A ternra dele enquanto a ouve é tocante.

A maioria das cenas é sobre a vida dela no passado. A paixão mútua que eles sentem um pelo outro é tão poderosa que arrepia cada vez que ele a segura nos seus braços. Destaco uma cena em que ela revive intensamente o passado e fala freneticamente sobre tudo, enquanto ele enche constantemente o copo dela com cerveja. Como se fosse proibido aquele copo estar vazio. Talvez ele quisesse embebedá-la. Eu senti aquele gesto como uma forma de carinho durante toda a dor que ela estava a sentir. Se cada gole a fazia sentir-se bem, então ele não podia permitir que aquele copo estivesse vazio nem por um segundo. Porque ela ama-o tanto que ele é a única pessoa em quem ela pode confiar.

Ela ainda sofre por causa do seu ex-amor que morreu há muito tempo atrás. Até ao dia em que eles se conheceram e ela lhe revela que afinal o seu ex-amor não estava realmente morto, desde o momento em que ela voltou a contar a história. Ela sentiu-se como se estivesse a trair aquele ex, por sentir o que sentia agora por outro homem. Um amor tão intenso que a fez recordar o homem que uma vez amou mais do que qualquer outra pessoa na sua vida.

Agora era ele. E os dois caíram numa paixão tão forte e um amor intenso que ambos chegam a desejar que ela tivesse morrido catorze anos atrás durante a sua história de amor no passado. Para que eles não se encontrassem agora e não se apaixonassem, para evitar mais sofrimento.

Este não é um filme para entender, é uma história de amor para se sentir.

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